sábado, 7 de fevereiro de 2015

“Fogo! Fogo no Cinema!”

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Todos nós sabemos que o nosso direito de expressão não inclui gritar, “Fogo” dentro de um cinema, só por diversão, mas fico surpresa que podemos testemunhar centenas de pessoas sendo expostas a um tipo de fumaça tóxica naquele mesmo cinema, sem que ninguém nem mesmo sussurre a palavra “fogo.”
Este mês, milhares de pessoas (vitimas voluntárias) irão encher os cinemas e por duas horas se sujeitaram a inalação imoral da fumaça de um filme chamado Cinqüenta Tons de Cinza. Você não precisa saber muito sobre a história do filme para deduzir que ele glorifica um personagem que defende um comportamento sexual violento, incluindo sadomasoquismo, a desumanização do sexo, e a idéia de que as mulheres secretamente desejam serem vitimas indefesas de um predador sexual, desde que, este seja atraente e muito rico. Se alguém nos pedisse que apoiasse um filme que glorifica todos os itens acima, tenho certeza que a maioria de nós ficaria horrorizada e, provavelmente, assinaria uma petição para acabar com este tipo de insanidade moral. E, no entanto, muitos desses que se mostrariam chocados com o que dissemos até agora, irão estar na fila do cinema para assistirem este mesmo filme se sentindo bastante satisfeitos com seu nível de sofisticação e liberalidade sexual.
Em que momento o nosso detector de fumaça moral começaria a soar o alarme, nos alertando que fomos longe demais para o nosso próprio bem, não apenas no que estamos dispostos a ver, mas até mesmo endossar com o tipo mais poderoso de endosso que existe – o nosso suado dinheiro ao pagar o preço de um bilhete para ver este lixo.
Meu maior medo não é que estamos ignorando o alarme do nosso detector de fumaça moral, mas que nós como sociedade há muito tempo nos esquecemos de trocar a sua pilha. E sabemos o que acontece, eventualmente ficamos cansados do insuportável som que nos avisa, nos alerta, antes que seja tarde demais para e trocar as pilhas, para que assim, ele possa funcionar corretamente. Quantos de nós realmente fazem isso? Eu temo que como sociedade tenhamos decidido de simplesmente desligá-lo. Quero dizer, quem não desejaria acabar com aquele insuportável som fazendo bip, bip, bip! “Ei, se você não suporta o barulho, simplesmente saia da cozinha!” (ou do cinema) Bip. “Ninguém esta obrigando as pessoas a ver esse filme, por isso, vocês “crentes” parem de reclamar.” Bip, bip, bip.
Se este filme for bem sucedido, e sabemos que acabará sendo, será a evidência de que como sociedade jogamos nosso detector moral de fumaça descarregado para bem fundo da lata do lixo. Nós nos esquecemos que ele existia, e que agora nos encontramos não só com o risco de incêndio, mas não temos, nem mesmo medo dele, em vez disso, desenvolvemos um desejo perverso de brincar com ele. E todos nós sabemos o que acontece quando brincamos com fogo.
Este artigo foi escrito por Bianca Lisonbee
Recursos Adicionais
Saiba o que os Mórmons pensam sobre a moralidade e o sexo.
EXTRAÍDO DO BLOG SUD

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