Se você tem acesso a Internet, é muito provável que já viu a palavra “yolo”, um acrônimo em inglês para a frase “you only live once”. Em português, seria literalmente “você vive apenas uma vez”.
Essa frase é verdade. Vivemos apenas uma vez! Isso é um fato, mas a maneira que o usamos em nossas vidas pode ser muito diferente. De um lado, podemos dizer: “Vou viver apenas uma vez. Então, não vou desperdiçar meu tempo fazendo aquilo que não gosto. Vou fazer tudo que me traz prazer e evitar tudo que não me é agradável. Vou experimentar tudo e não preocupar com as conseqüências.” De outro lado, podemos dizer: “Vou viver apenas uma vez. Então eu vou tomar cuidado com minha vida, devo ser produtivo para que eu possa conseguir tudo que eu quero. Eu devo evitar aquilo que vai me fazer mal e procurar tudo que vai me fazer crescer, pois eu tenho metas para atingir. Só tenho uma chance, então não vou desperdiça-la.”
Infelizmente, a maioria das pessoas segue a filosofia da primeira frase, e não da segunda. O raciocínio depende completamente de uma questão: O que você quer da vida? Se você estiver atrás de prazeres temporários, experiências vazias, e uma vida curta, então “yolo” significará para você a primeira filosofia. Se você quiser felicidade duradoura, se quer fazer a diferença no mundo, ou se quiser realizar algo útil com a sua vida, então “yolo” vai significar a segunda. O que você quer da vida?
Com o conhecimento do evangelho que temos, sabemos que a vida não acaba com a morte. Tudo que acontecerá no futuro depende de nosso desempenho aqui na terra. Esse conhecimento nos ensina que embora experiências emocionantes sejam desejáveis, o mais importante é usar nossa vida para fazer o bem. Alma 34:32-33 diz:
“Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores.E agora, como vos disse antes, já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos, portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim; porque depois deste dia de vida que nos é dado a fim de nos prepararmos para a eternidade, eis que, se não fizermos melhor uso de nosso tempo nesta vida, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado.”
Sabendo que temos apenas uma vida, dou três sugestões para vivermos de um modo que ela realmente possa valer a pena.
- Relacionamentos são os mais importantes
Se você só puder lembrar de uma coisa deste artigo, que seja essa. Nossos relacionamentos são sempre mais importantes: mais importantes de que o dinheiro, mais importante de nossas possessões, mais importante que qualquer briga, mais importantes de nosso emprego, e mais importante de nosso orgulho. Muitos passam anos sem falar com um membro da família ou com um amigo por causa de coisas insignificantes. Muitos gastam seu tempo procurando ganhar dinheiro ou trabalhando um emprego que exige muito, para mais tarde descobrir que desperdiçaram sua preciosa vida com algo que realmente não tinha o valor que pensavam.
Élder Uchtdorf nos ensinou:
“Talvez o remorso mais universal que os pacientes terminais expressaram foi o de que desejariam ter passado mais tempo com as pessoas a quem amavam.
Os homens, em especial, entoam esta lamúria universal: “Lamentam profundamente ter passado tanto tempo de minha vida no moinho [diário] do (…) trabalho”. Muitos perderam a oportunidade de criar recordações especiais de momentos que passaram com a família e com os amigos. Sentem falta de ter desenvolvido um vínculo profundo com aqueles que mais significavam para eles.”
- Iniqüidade nunca foi felicidade
Satanás é um gênio na aplicação de uma mentira: a iniqüidade é igual a felicidade. Até os mais justos são enganados, acreditando na sedução diabólica do pecado. Nesses momentos de tentação, precisamos lembrar que a iniqüidade nunca foi a felicidade. Alma nos avisou: “Eis que te digo que iniqüidade nunca foi felicidade.” (Alma 41:10) Muitos anos antes dele, Isaías disse: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” (Isaías 5:20)
A iniqüidade é como um anzol dotado de uma isca atraente. Por um instante, a isca parece proporcionar um grande prazer antes que seu ferrão nos perfure a boca, sejamos arrastados contra a nossa vontade e mortos. Não vale a pena– que possamos lembrar do anzol e busquemos a felicidade real.
- Algumas coisas não acabam com a morte
É verdade que a mortalidade dura só uma vez, mas existe muitas coisas que não acabam com ela. Uma maneira fácil de saber se uma decisão é boa é lembrar o que vai durar e o que vai passar. Em uma briga entre um casal por exemplo, não seria bom se lembrassem que o dinheiro não pode sobrepujar a morte, mas o seu relacionamento, sim? Quando uma pessoa tenta decidir entre ir para a igreja ou sair para o shopping, não seria bom se lembrasse que as coisas materiais não podem durar, mais um testemunho, sim?
O Élder Dieter F. Uchtdorf explicou isso perfeitamente em seu discurso “Gratos em Quaisquer Circunstâncias”
“À luz do que sabemos sobre nosso destino eterno, é de se admirar que seja onde for que encontremos os amargos finais da vida, eles nos pareçam inaceitáveis? Parece haver algo dentro de nós que resiste aos finais.Por que isso acontece? Porque somos feitos da matéria da eternidade. Somos seres eternos, filhos do Deus Todo-Poderoso, cujo nome é Infinito e que nos promete bênçãos eternas. Os finais não são o nosso destino.Quanto mais aprendemos sobre o evangelho de Jesus Cristo, mais nos damos conta de que os finais aqui da mortalidade não são finais, de modo algum. São meras interrupções — pausas temporárias que um dia parecerão pequenas, em comparação com a alegria eterna reservada para os fiéis.Sou imensamente grato a meu Pai Celestial porque em Seu plano não há finais verdadeiros, apenas inícios eternos.”
Vivemos apenas uma vez. Que vivemos bem.
Este artigo foi escrito por Payton Jones
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